quarta-feira, 22 de julho de 2009

A pequena crônica dos 30 anos.

Trinta anos amanhã. Trinta anos amanhã. Meu Deus! O que eu fiz com esses trinta anos? Foi só um ensaio? Posso pegá-los de volta para fazer sério desta vez? Posso pegá-los de volta para corrigir uns errinhos? Posso me divertir novamente, ou meu fim é realmente ficar sóbria no sofá com a criança no peito e o controle remoto na mão? Rápido demais. Rápido demais. Pára tudo que eu quero descer. Agora. Agora, não. Eu quero descer lá atrás, numa daquelas tardes de sol eternas. Eu quero descer lá atrás, numa daquelas noites estreladas sem fim, quando o riso corria fácil, frouxo, e era comum encontrar os amigos a qualquer hora do dia. Quando não existiam contas para pagar, lixo para tirar ou geladeira quebrada (de novo!). Pára tudo que eu não sei onde enfiei esses trinta anos e preciso achá-los. E eu perdi um monte de gente, que eu não sei onde está. E que eu nunca mais vi. E eu não conheço direito as pessoas novas que chegam. E esse mundo não é mais aquele em que eu cresci. E eu nem sempre sei o que estou fazendo aqui. Talvez precise de mais trinta anos para isso. E o tempo que a gente leva para saber as coisas, é sempre o tempo do tarde demais...

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